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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

O Quarto

Mãos cansadas sobre travesseiro, onde pairavam á penumbra, uma vontade de contar-lhe. Quem havia de escutar os sussurros ou a mente inquieta?

As paredes expandiam-se no olhar de um madrugador. Há tempos não madrugava e por conseguinte, não corria meus dedos pelo teclado á contar-lhe um devaneio.

O quarto baforava hálito de musgos e de queijos jogados ao chão, fazia-me de triste canção mutante, à complemento de uma imagem, haja vista á televisão!
Uma ponta de tristeza abatia-me, porém com uma centelha de chamas a abrandar toda penumbra, e um ser existente em um quarto.

Pontas de tristeza aparada com uma lápide escrita, "Em memória de..." e um lápso por vir... Fascínio costumeiramente roto ao entardecer.

Sei que há de vir grandes aspirações antes do entardecer, mas vagueando entre linhas, vou lhe dizer, do princípio noite, ao raiar do dia!

As nuvens de novembro estavam anunciando o fim do dia. Tantos dias e tantas noites semi-nuas em uma frase. Tempestades e rajadas de ventos. O céu caía e chorando eram respingos em minha roupa. As noites se tornavam mais cinzas do que o costumeiro. Concretos arranha-céus, antes vestido de noiva, agora completando as bodas...

Lindos dias, lindas noites! Há quem prefira ficar no quarto, se enbebedando de uma tristeza, o solitário. Quem diria o digital ou o virtual, você está aí?

1 comentários:

MARCELO disse...
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